Passam-se as horas e eu fico, ainda me acostumando com o relógio parado no pulso, imaginando toda aquela multidão caindo como peças de dominó. Chega a ser engraçado.
O Tempo não é tão importante, - aprendi a acreditar nisso AGORA? é Tempo - percebo com intimidade seu sorriso de deboche.
-Quer ver o que eu posso fazer com vocês?
Diz o Tempo.
Eu ali de lado em pé e neutro vendo todos se enrolando por si só.
Passam-se as pessoas, as convesas, as portas fecham, a noite cai e o bêbado levanta.
- Mais uma dose de cachaça.
Diz o bêbado apalpando o bolço vazio.
- O Tempo não passa, as pessoas que se movem no espaço.
Digo eu, parado, neutro e intacto.
Aí nos perguntamos, para aproveitar a vida é necessário não se aquitar, não calar, não sossegar, se mexer, mas para ter mais vida, precisamos ficar parados. Paradoxal, não? É preciso buscar o equilíbrio.
Comment by Eduardo Dot — August 30, 2009 @ 6:49 pm
O tempo passa e nem tudo fica, a obra inteira de uma vida.
O que se move e o que nunca vai se mover..
Comment by ka — August 30, 2009 @ 7:18 pm
Opa! Que bom que você gostou do que leu. Tomara que você volte sempre para ler as besteiras - os meros devaneios tolos - que escrevo.
Até mais!
Comment by Filipe — September 5, 2009 @ 11:30 am