Liberté
Adeus pesadelos, mentiras, mágoas e fantasmas. Adeus você.
Ressurgir com o sabor do novo escorrendo pela boca e um convite para me redescobrir.
Medo?Nenhum, só uma sede louca de viver, mas hei de ter paciência, que não vou saciá-la de em um só gole, assim seria ‘fácil’ demais.
Torre de marfim com fachada encantadora, revelando internamente uma escadaria sem saída de emergência. Afinal porque diabos eu (logo eu!) haveria de querer viver presa a tanta tristeza?
A boemia me espera, meus amigos chegam a questionar minha existência e as adegas… Ah, as adegas, ali intactas sempre de prontidão.
Consciência muito pesada para voar em direção ao que me espera. Ressentimento* é um veneno que me recuso a beber, não vou desbastar o que de mais valioso cultivei : minhas asas.
*referindo-me a frase: ”Guardar ressentimento é tomar veneno e esperar que o outro morra”